A literatura de cordel é uma manifestação popular extremamente rica e diversa, que fortalece e dá notoriedade ao folclore regional nordestino. A atividade valoriza e exalta a identidade brasileira, os casos e causos populares e a tradição oral. Ainda que a prática esteja concentrada no nordeste brasileiro, atualmente a produção de cordel ocorre em todas as partes do país.

Em 2018, o gênero literário tornou-se Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, conferindo reconhecimento a esta expressão artística que é também o ofício de inúmeras pessoas.

Para reunir, organizar e valorizar a produção literária de cordel, foi fundada a Academia Brasileira de Literatura de Cordel em 1988, no Rio de Janeiro, reunindo nomes expressivos para o gênero na contemporaneidade. Além dos autores, a criação e difusão do cordel envolve editores, declamadores, poetas, ilustradores, artistas plásticos, xilogravadores e folheteiros (vendedores dos livros).

Origens

O modelo de apresentação dos cordéis tem origem portuguesa, inspirado nos trovadores medievais que cantavam os poemas para garantir que a população analfabeta teria acesso ao conteúdo. Já no período renascentista, a popularização da impressão permitiu aos artistas produzir pequenos folhetos com os poemas e histórias que cantavam. Os folhetos eram comercializados em feiras e expostos em cordas ou barbantes, dando origem assim ao nome cordel. O formato chegou ao Brasil com a colonização portuguesa no nordeste, popularizando-se rapidamente no Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará, Pernambuco e Bahia.

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